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  • Cartas Chilenas
    Tamanho:
    123 mb
    Descrição:
    O cenário é Vila Rica, Minas Gerais, 1798, alguns anos antes da Inconfidência Mineira. Uma série de poemas satíricos comeà§a a circular pela cidade, no formato de cartas trocadas entre dois amigos: Critilo, habitante de Santiago do Chile, e o amigo Doroteu, residente na Espanha. Esta é a história de Fanfarrão Minésio, governador da capitania do Chile, narrada por um certo Critilo, que da então colà´nia escreve ao amigo Doroteu, residente na Espanha. São treze "cartas" em versos que trazem personagens e fatos de um governo que deve nos causar repugnância por sua corrupção e crueldade. Foi justamente pelos efeitos do anti-exemplo de Minésio que um anà´nimo do Brasil colonial resolveu traduzir o texto em nossa língua, após obter o manuscrito de certo cavalheiro que por aqui aportou, vindo da América espanhola. Pelo menos é o que diz o incógnito tradutor no "Prólogo" e na "Dedicatória" das Cartas chilenas, oferecidas aos governantes portugueses "para emenda dos mais, que seguem tão vergonhosas pisadas". Tomás Antônio Gonzaga faz uso de sua forma mais satírica e debochada de redação para pôr em xeque a mediocridade administrativa do governador de Minas Gerais, na época,  Luís da Cunha Meneses. Escritos em versos decassílabos brancos (sem rimas), os poemas mostram a genialidade do autor e se estabelece como a obra satírica mais importante do século XVIII no Brasil. Recheados de críticas ferrenhas contra a mediocridade do governo da época, Cartas chilenas se mantém atual e também um clássico da literatura brasileira.

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