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  • Fogo Morto - José Lins do Rego
    Tamanho:
    288 mb
    Descrição:
    Há um episódio da vida do escritor paraibano José Lins do Rego (1901 - 1957) que ilustra o seu temperamento e a forma como via o mundo. Em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras (ABL), em 1955, ao falar sobre Ataulfo de Paiva, seu antecessor na Cadeira no 25, foi pouco diplomático: "Chegou ao Supremo Tribunal Federal sem ter sido um juiz sábio e à Academia sem nunca ter gostado de um poema". A partir desse fato, foi instituída na ABL a censura prévia aos discursos de posse. Publicado em 1943, "Fogo Morto", é uma contundente visão do processo de mudanças sociais e econômicas do Nordeste brasileiro. O título refere-se à transformação do Engenho Santa Fé, localizado na zona da mata da Paraíba, de núcleo de poder econômico a pólo de miséria, com o apagar definitivo de suas fornalhas. "Fogo morto" é a expressão utilizada no Nordeste para denunciar a inatividade de um engenho. A forma como José Lins conta esse processo ultrapassa a mera classificação geralmente dada ao livro de romance regionalista e o insere na tradição brasileira, que inclui "O Cortiço" , de Aluísio de Azevedo , como narrativa que toma como protagonista não um personagem isolado, mas um local, no caso, o engenho decadente.