Caminho das Índias

Maya é uma bela jovem indiana, funcionária de um telemarketing do
Rajastão e pertence a uma tradicional família da casta dos comerciantes.
Bahuan está se formando nos Estados Unidos, trabalha em uma empresa
americana, mas nunca esqueceu as humilhações que passou na infância na
Índia, por ser um intocável um dálit , parte do contigente que os
textos sagrados definem como a poeira aos pés do Deus Brahma, aqueles
considerados impuros e condenados a nem mesmo tocar com sua sombra um
integrante das castas. Tal sistema já foi banido pela lei, porém não
pelos costumes.
Maya já está na idade de se casar e seus pais, Manu e Kochi, procuram,
com afinco, um bom marido. Como toda indiana, ela sempre acreditou que
ninguém melhor do que os dois para escolher o homem certo. Até conhecer
Bahuan, que está de volta à Índia. Movida por um sentimento arrebatador,
Maya está disposta a impor à família sua vontade e não compreende porque
o rapaz se mostra tão reticente. Apenas quando a verdade sobre a origem
do jovem vem à tona é que descobre a razão dos medos dele e vive o drama
da revelação em sua casa. Entre promessas, riscos, encontros e
desencontros, o casal planeja um futuro junto e é, a todo momento,
surpreendido pelo destino.
No caminho de Maya e Bahuan está Raj Ananda, o pretendente escolhido em
comum acordo entre as famílias dele e de Maya. A imposição ao casamento
é um meio encontrado pela família Ananda de fazer Raj esquecer a
brasileira Duda uma firanghi , como é chamada na Índia toda mulher
estrangeira. Um casamento com alguém de fora, ou seja, que não pertence
a nenhuma casta indiana, não é bem visto por Opash, pai de Raj, um homem
demais apegado às tradições e aos costumes de seu país. Nem mesmo a
gravidez de Duda sensibilizará Opash a permitir qualquer aproximação
entre seu filho e a brasileira.
Opash vive em conflito com o sábio Shankar, por não aceitar suas idéias
liberais. Shankar condena o preconceito dos mais conservadores contra os
dálits , tanto que adotou Bahuan, um intocável, como seu filho, e lhe
permitiu todo as possibilidades na vida que um dálit não teria. Bahuan
soube aproveitar, estudou, investiu em sua carreira, mas foi fisgado
pelo amor ao conhecer Maya. A aproximação dos dois traz muito
sofrimento, pois Bahuan parte para o Brasil, enquanto Maya,
impossibilitada de acompanhá-lo, abdica deste amor e casa-se com Raj,
mesmo estando grávida de Bahuan.
No Brasil, anos depois, Bahuan vai trabalhar na empresa Cadore, que é
gerida pelos irmãos Raul e Ramiro. Os dois vivem em pé de guerra numa
luta pelo poder dentro das empresas da família. Com seu casamento com
Silvia em crise, Raul nem percebe as reais intenções de Yvone, amiga de
Silvia que vai passar uma temporada em sua casa. A moça arma um plano
para roubar o marido da amiga e ainda por cima arrancar o que puder
dele, seu dinheiro e inclusive sua vida. Envolvido e seduzido por Yvone,
Raul forja sua morte ante a sociedade e, com outra identidade, sai do
Brasil com ela para viver bem longe do clima opressor familiar do qual
se achava vítima. É em Dubai que Yvone trama sua cartada final, roubando
todo o dinheiro de Raul.
Enquanto isso, no Brasil, Ramiro toma as rédeas da Cadore. Ele é um
empresário ambicioso, obcecado pelo sucesso pessoal, que cobra do filho
Tarso a postura agressiva que espera de um bom homem de negócios. Mas
nem imagina os efeitos que tanta pressão pode causar. Sentindo-se
continuamente desaprovado, Tarso se refugia cada vez mais dentro de si e
desenvolve um quadro de doença mental. A mãe do rapaz, a fútil e
voluntariosa Melissa, que sempre mimou e super-protegeu o filho, não
consegue aceitar a sua doença. Mas Tarso sabe que pode contar com o
apoio do avô Cadore, da irmã Inês e da namorada Tônia, alvo constante de
Melissa, que não aceita o namoro do filho nem com ela, nem com qualquer
moça que se aproxime dele.

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