Estudantes mineiros desenvolvem bengala que aponta obstáculos

Um grupo de cinco alunos de 17 e 18 anos desenvolveu uma bengala que vibra diante de obstáculos para facilitar a mobilidade dos deficientes visuais. A Sensorial Stick foi desenvolvida como projeto de conclusão de curso de alunos do 3º ano do curso técnico em informática do Cotemig e será apresentada na Tecnofeira, que acontece durante a Feira Internacional de Negócios, Inovação e Tecnologia (Finit), de 31 de outubro a 5 de novembro, no Expominas.
"Queríamos um projeto em que a tecnologia pudesse resolver ou minimizar um problema. Como a população de deficientes visuais tem pouquíssima ajuda e apoio, decidimos desenvolver o projeto visando melhorar a locomoção deles. Realizamos pesquisas e visitamos uma instituição para validarmos o projeto", conta Izabella Jales, 17, que participa do projeto.
Um protótipo está sendo finalizado e agora a equipe busca investidores para viabilizá-lo. Além da vitrine que terão na Finit, os estudantes pretendem criar um crowdfunding para arrecadar recursos.
A bengala, que utiliza o software open source Arduino, tem sensores em três direções, que apontam o caminho certo, motores de vibração para alertar a direção, e usa conexão bluetooth do celular para apontar locais já marcados na cidade, como pontos de ônibus.
O projeto de Izabella foi selecionado com mais 29, entre 60, para participar da Tecnofeira. O coordenador do Cotemig Leonardo Fonseca de Souza conta que a proposta da Tecnofeira, que já existe há 23 anos, é aproximar os alunos do mercado de trabalho. "Nosso objetivo é inserir os alunos no mercado como empreendedores ou como mão de obra especializada", explica. Em Belo Horizonte, algumas firmas como a Tagplus, que desenvolve sistemas de gestão para micro e pequenas empresas, a TDZ Games, que cria jogos eletrônicos, e a Reciclar Minas, que coleta e descaracteriza lixo eletrônico, surgiram de projetos de fim de curso do Cotemig apresentados na Tecnofeira.
"As empresas visitam a exposição para buscar profissionais ou absorver projetos e tecnologia relacionados aos seus negócios", diz Souza. Izabella conta que o grupo busca "empresas relacionadas aos deficientes visuais" para, "no futuro, criar outras ferramentas de acessibilidade em mais áreas", explica a estudante.

Em BH. Entre os 30 projetos que participarão da Finit, oito são ligados ao agronegócio e atendem demandas da Embrapa Gado de Leite.

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