Novelas

Adalberto Rangel nasceu chamado Juvenaldo em uma região pobre de
Pernambuco. A necessidade de sustentar a família extensa levou seu pai a
vendê-lo ainda criança para o forasteiro Hermógenes, para ajudá-lo em
seus golpes. O garoto rapidamente aprendeu toda sorte de trapaças. Foi
batizado de Adalberto e passou a rodar com Hermógenes pelas estradas
brasileiras com uma suposta máquina de fazer dinheiro, várias
identidades e uma bela lábia.
Muitos anos se passaram quando Adalberto, já homem feito, presenciou um
terrível acidente numa estrada do sul do país. Ao ver um casal morto,
encontrou pacotes de dólares numa pasta, documentos e uma foto de uma
moça, Maria Paula, supostamente a filha do casal, herdeira de uma grande
fortuna. Neste momento, Adalberto percebeu que podia dar seu maior
golpe.
Na pequena cidade de Passaredo, Maria Paula recebeu a notícia da morte
dos pais por Adalberto. A dor arrebatadora e a tristeza só encontrou
consolo naquele forasteiro sedutor. Ingênua e perdida, Maria Paula
aceitou o carinho deste homem, ainda que todos desconfiassem do rapaz.
Em pouco tempo, ela se entregou àquele forasteiro. Casamento, sonhos,
comunhão de bens, procurações. Achando que construiria uma nova família,
Maria Paula teve mais uma surpresa: Adalberto lhe roubou todos os seus
bens. Da história, ficou apenas a vontade de reencontrar aquele homem
para vingar-se. E um filho, que Adalberto nem ficou conhecendo. Maria
Paula se viu então obrigada a tomar as rédeas de sua vida. E é em São
Paulo que ela começou uma nova etapa, tornando-se uma mulher forte e
batalhadora.
Adalberto, agora milionário, partiu para o Rio de Janeiro onde comprou
uma construtora falida e acabou se tornando um respeitável empresário da
construção civil. Para isso, deixou para trás seu passado e mudou
novamente de nome e, desta vez, também de rosto  ele não podia correr o
risco de que alguém o reconhecesse. Submeteu-se a diversas cirurgias
plásticas e, com a face completamente modificada, assumiu sua nova
identidade: Marconi Ferraço.
Mas os vários nordestinos que vieram trabalhar na construtora e que
ficaram desabrigados com sua falência, se negaram a deixar o local e
encontraram apoio na figura de Juvenal Antena, chefe da segurança, que
se juntou aos operários na luta por seus direitos. E foi num terreno
baldio próximo à antiga obra que ergueu-se a Favela da Portelinha, um
local onde Juvenal Antena não deixaria faltar nada para para seus
moradores. Só não eram permitidas drogas e violência. Quanto a isto, o
carismático líder era irredutível.
Ferraço montou sua equipe de trabalho e associou-se ao engenheiro
Gabriel Duarte e ao advogado Paulo de Queiroz Barreto, um especialista
em encontrar brechas para driblar a lei. Já Juvenal ganhava cada vez
mais prestígio na Portelinha e sabia que podia contar com sua gente.
Admirado, Juvenal vai se transformando aos poucos em um líder acima do
bem e do mal. Muitos eram gratos a ele, como a misteriosa Guigui, que
chegou à Portelinha só com a roupa do corpo e recebeu abrigo; Dália,
salva das drogas e promissora carnavalesca da escola de samba da
comunidade; e Bernardinho, chef de cozinha graças ao curso de culinária
pago por Juvenal.
Não muito longe da Portelinha, em um dos luxuosos condomínios da Barra
da Tijuca, mora Branca, a dona da Universidade Pessoa de Moraes, e seu
marido João Pedro. Os dois têm uma rotina feliz e formam um casal
visivelmente apaixonado. Branca recebe carinho e atenção e, exatamente
por isto, nunca pensou que pudesse ser traída. E é da pior forma que
descobre estar enganada: pelos jornais.
Durante vinte anos, João Pedro se encontrou com Célia Mara, com quem
vivia outra grande história de amor. No passado, quando ainda eram
adolescentes, ela se entregou para João Pedro e chegou até a se tornar
sua noiva, mas o rapaz rompeu o relacionamento para se casar com Branca
e colocar o antigo sonho de montar uma universidade em prática.
Apaixonado pelas duas mulheres, ele deu um jeito de reatar com Célia
Mara  mesmo ela tendo se casado com outro homem  e manteve os dois
relacionamentos por vinte anos.
Num determinado dia, para agradar Célia Mara, João Pedro concordou em
levá-la a um circo e ali, entre crianças e palhaços, uma bala perdida o
atingiu. Célia, apavorada em meio à multidão, seguiu em uma ambulância
com o amado para o hospital. Mas não havia mais nada a fazer: João Pedro
estava morto. Na manhã seguinte, todos foram surpreendidos pelos
jornais. Na capa, uma foto de João Pedro e Célia como se fosse ela a
ilustre viúva do reitor. É assim, pela imprensa, que a família de Célia
e a de Branca descobriram esta relação às escondidas e a reação de ambas
foi devastadora. Branca viu sua vida desmoronar. A brutal morte do
marido e a traição durante tantos anos provocaram uma raiva
avassaladora.
Apesar do escândalo, Branca e Célia Mara reconstroem suas vidas. A
empresária resolve assumir a Universidade Pessoa de Moraes  da qual
João Pedro sempre esteve à frente  e transformá-la em uma instituição
de excelência. Para tanto, busca a ajuda de Fernando Macieira, um
intelectual que conheceu em Paris, em uma reunião da Unesco, e que volta
ao Brasil repleto de idéias.
Já Célia Mara decide ajudar a filha que sofre de dislexia, estudando com
ela para o vestibular, e acaba se animando a também fazer o concurso. O
que nem ela imaginava é que sua inteligência a destacaria dos outros
alunos e a tornaria notória na universidade, para desgosto de Branca. O
destino fará com que as duas dividam novamente o mesmo espaço e,
futuramente, as atenções de Macieira.
E a filha de Branca e João Pedro, a bela Silvia, retornou para o Brasil
na ocasião da morte do pai, vinda de Paris onde estava estudando. Mal
sabia ela que encontraria aqui um grande amor e mais uma desgraça:
Marconi Ferraço.

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